Segunda-feira, 10 de Março de 2008

Cadela Cony

cadelaCony.jpgCony evitou que Daniely de Araújo caísse no lago de sua casa
Daniely tem apenas um ano e quatro meses. Fala perfeitamente "mamãe" e "papai", mas bate a língua nos dentinhos quando grita o nome da pastor alemão Cony. Só sai "Có". Poucas palavras não têm sido empecilho para que criança e cachorra emitam, cada uma a sua maneira, sinais claros de entendimento.

Um mês antes de completar um ano, Daniely pulou cedo da cama. Sem dar um pio, a garotinha saiu do quarto, atravessou a cozinha e o quintal, percurso aproximado de 15 m, e seguiu em direção ao lago, de 1,5 m de profundidade, nos fundos da residência -uma chácara em Cotia (Grande SP)-, quando foi surpreendida por Cony.
A cachorra abocanhou a saia da garotinha e a derrubou. Agitada, Cony circundou a criança e impediu que Daniely se levantasse. A menina, acuada, começou a chorar, ao mesmo tempo em que a cadela, num comportamento atípico, não parava de latir.

Dentro da casa, a mãe, a auxiliar administrativa Tatiane de Araújo, 23, nem se deu conta do movimento da menina.Encontrou a filha sentadinha e chorando. A cachorra formava uma espécie de barreira de proteção ao redor dela, a poucos passos do lago. A garota não tinha um arranhão, apenas sua saia exibia uns furinhos na parte de trás.

O mais surpreendente dessa relação é que a cadela não pertence a nenhuma das duas. É do vizinho. Freqüenta a casa de Tatiane desde filhote, antes mesmo de Daniely nascer.
No oitavo mês de gravidez, Tatiane passava horas intermediando uma espécie de diálogo, inventado por ela, entre bebê e cachorra.
Na primeira vez que engatinhou, Daniely seguiu em direção a "Có". Tatiane acredita que Cony agiu motivada pelo instinto materno.

Para Mauro Lantzman, 46, professor de psicobiologia da PUC, especialista em comportamento animal, por existir um vínculo afetivo entre elas, a cadela agiu para proteger a criança. Há situações, diz ele, como o fato de a fêmea estar num período hormonal, em que pode exibir um comportamento materno, direcionado a outra espécie que o desencadeie.
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por Roberto de Oliveira

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publicado por LauraBM às 18:08

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