Terça-feira, 10 de Abril de 2007

As meninas-Dan e Mine – da Janice

Dansa_comerdentro.jpgSempre se ouve dizer que cachorros são uma excelente companhia... e são mesmo... de qualquer raça ou mesmo sem raça definida.
Eu queria um cachorro grande e escuro... de preferência fêmea... e a Mine foi comprada, aos três meses de idade. Tão bonitinha... tão pequenininha mas já se percebia que ela ia ficar bem grande.
A Mine se chama JASMINIE OF PADDOCK e veio aos três meses de idade, com pedigree, onde se lê que ela é Akita-Inu. A Mine fez com que eu me apaixonasse pela raça dela, o que me animou a fazer pesquisas a respeito e eu percebia que o comportamento da Mine era identificável com os caracteres próprios da raça Akita, o que me alegrou muitíssimo. Por exemplo, a Mine entendeu rapidamente e usando apenas o seu descomunal poder de observação, qual o papel que lhe era atribuído na minha vida de cadeirante.
(Janice encontra-se numa cadeira de rodas há vários anos).

Entre nós duas criou-se um vínculo fortíssimo e estabeleceu-se um pacto informal de confiança mútua, pelo qual dia a dia eu supria todas as necessidades caninas dela e, em contrapartida, ela supria a minha enorme necessidade de ter uma guardiã a postos... e a Mine foi se revelando muito boa na função de cão de guarda e uma agradável companhia, o que me trouxe um extraordinário conforto psicológico, provavelmente potencializado pelo fato de eu tê-la visto crescer.
Descobri que a Mine é um exemplar do Grande Cão Japonês. Ou é um Akita mesmo, que cresceu muito para o padrão de crescimento da raça... sei lá... só sei que ela foi crescendo e hoje é assustadoramente grande... e se torna mais assustadora por ser escura, o que a meu ver "camufla" um pouco aquela cara enganadoramente doce. Tornou-se o “cadelão da mamãe”.

O ideal seria que eu tivesse parado por aí... mas a realidade nem sempre corresponde ao que é ideal e, há pouco menos de dois anos, houve um incêndio na minha casa, no qual o fogo ficou restrito à área onde ficava um sistema de aquecimento a gás, ao lado do canil onde a Mine quase morreu queimada... fechada lá dentro. Hoje, em vez do calor infernal do fogo, há o calor benfazejo do sol, naquele lugar onde agora há plantas crescendo cheias de vida.
Minha recuperação foi rápida e tranquila, mas a Mine ficou traumatizada, porém continuou perfeitamente capaz de exercer seu instinto de guardião, excepto quando, durante a noite se anunciava uma tempestade. A luminosidade dos raios a deixava apavorada e ela pedia socorro arranhando com a pata a janela do meu quarto de dormir. Causava-me uma estranha emoção ver uma cadela tão grande e forte pedindo socorro a uma pessoa que nem consegue ficar em pé.

Mas eu queria resolver aquele problema dela... o trauma dela... e uma médica veterinária aconselhou-me a criar outra “feminha” da mesma raça e recomendou que eu a adquirisse logo ao nascer, para que a Mine a adoptasse como filha e não se sentisse sozinha no quintal. Mas eu questionei sobre a realidade de que dois Akitas do mesmo sexo não convivem harmoniosamente no mesmo espaço. Ficou combinado que adoptaríamos medidas especiais, e a pequena Dan (Dansa Go de El Zorro) veio com um mês de idade.
A Mine estava a postos para recebê-la.

Eu nunca havia visto um Akita tão... bebezinho... e custei a tomar consciência de que aquele "novelinho" ambulante ia ficar tão forte e confiável quanto a Mine. E ficou!
Acompanhar o crescimento de um Akita é uma "actividade" encantadora.
Hoje ambas têm o mesmo porte elegante... o mesmo rabo enrolado sobre o dorso... a mesma carinha doce...e grande, além da mesma força descomunal e assustadora.

Eu não sou criadora. Sou uma admiradora da raça e estou cada vez mais convicta de que acertei ao trazer para o meu convívio a "grandoninha" e depois a "pequeninona", pois elas me dão segurança (inclusive de saúde psicológica). Elas não agem como se fossem mãe e filha, o que não são: agem como irmãs (se desentendo e se protegendo) e meus conhecimentos sobre a raça fica restrito às necessidades delas, considerando as minhas necessidades especiais, de uma PPD. (paraplégica)
Para mim, é inacreditavelmente tranquilizador e animador vê-las guardando a porta do meu escritório, enquanto escrevo. São as minhas meninas!

Mas, eu sonho ainda poder ter toda a estrutura material, psicológica e os conhecimentos necessários para começar uma criação comercial de Akitas.

Mas, mesmo sendo apenas proprietária, já aprendi que nenhum cachorro deve sair fora do nosso quintal, sem guia e coleira “enforcador” ou não, dependendo da exigência de cada raça... tem alguns que requerem até o uso de focinheira. E lembrem-se, nenhum cão fica agressivo gratuitamente, mas todos se defendem muito bem... até mesmo das pessoas da casa que, em última análise, formam a matilha do cão em questão, seja ele macho ou fêmea de qualquer raça ou tamanho.

Amar uma criatura é empenhar-se em conhecer as necessidades e os instintos naturais dela e o melhor amigo do homem merece ser amado pelos humanos, né?
--------------------------

Janice Da Silveira
http://paginas.terra.com.br/arte/janice/as_meninas.htm
publicado por LauraBM às 13:11

link do post | E custa, comentar aqui?

.mais sobre mim

.*TAGS são temas do blog - Clique em cima!

. 00-historial minhas cadelas

. 01-ternurinhas

. 02-se eu falasse

. 03-elas são assim

. 04-as nossas cadelas

. 05-fotografias

. 06-poemas de outros

. 07-artigos divertidos

. 08-cachorrices-bd-piadas

. 09-fotos minhas cadelas

. 09-poemas laura

. 10-cadelas de amigos

. 11-histórias dos amigos

. 12-natal

. todas as tags

.posts recentes

. CHARLÔ - a cadelinha cega...

. Piadas sobre cães e cadel...

. O que elas dizem

. Cadela Thaís

. Gaby no degrau da marquis...

. A Gaby em nossa casa

. Um anúncio para a Gaby

. A cadelinha Gaby

. Serão cachorrices ou gali...

. Daisy e Monty a comer no ...

. Vantagens da Castração

. A história de Jasmine

.arquivos

.subscrever feeds

.links